Fumanchu

Lembrei de um grande amigo chamado Roniel. "Ronier Drogba" para os boleiros, "Rônic" para os gamers, "Ronie Jackson" para os músicos e "Black Peter Parker" para o Duende Verde. Roniel é um cara black que não sabe sambar nem joga basquete, mas um cara black de alma black e que se bobear, até urina black de tão black que ele é. Cara responsa, gente fina literal e não literalemente.
Roniel lembra Fumanchu. O bom ponta-direita que ficou famoso por sua vasta cabeleira no estilo Black Power. Seu apelido virou nome do estilo de cabelo que nasceu nos guetos norte-americanos. No Brasil não se usava cabelo Black Power, mas sim "cabelo fumanchu". Luís era o nosso lançador de estilos capilares. Para os mais novos, o cara era o nosso Spice Boy Beckham. Se Vitória tivesse nascido naquele tempo não teria resistido ao charme do negão.
Ronaldo tentou o corte “Cascão” em 2002, mas não vingou. Vampeta tentou voltar com a moda do bigode Rivelino, e Oséas até que conseguiu um mini-sucesso com aquele cabelo curto-comprido-cacheado, mas ninguém foi um Fumanchu.
Fumanchu era craque, era style e merece entrar na galeria de craques lendários do mundo da bola que começa com este post no blog.
A única coisa que eu não entendo é como ele conseguiu se destacar no meio de tanta figura. Aliás, aquele penúltimo sentado não é o Schiavi ex-Boca e agora no Grêmio?